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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ilha do Mel / PR



De Morretes, nós (eu, minha irmã e o Franky) pegamos o ônibus para o Pontal de Paranaguá onde se atravessa para a Ilha do Mel, de barco.

Eu já perdi as contas de quantas vezes eu já fui para a Ilha do Mel. Desta vez, a gente foi na época mais cheia do ano, era dia 2 de janeiro (deste ano, 2009). Quando chegamos lá a placa dizia que estava toda lotada a Ilha e que não tinha mais lugares vagos.


Mesmo com "lotação máxima" ainda é possível atravessar para a Ilha. É só ter paciência. Funciona mais ou menos assim: quando um barco volta da Ilha, cheio de turista, entra um outro. A gente teve que ficar na fila de espera, preencher um formulário, etc. Mas deu certo, nem tivemos que esperar tanto assim..

Em Pontal do Paranaguá, antes de atravessar para a ilha, você tem que decidir se quer ir para Encantadas ou Brasília. Eu particularmente prefiro Encantadas. É mais simples, mais barato e mais interessante. Brasília tem maior infra-estrutura, pousadas mais caras e restaurantes mais sofisticados. Para quem vai acampar, Encantadas é o ideal. Apesar de que Brasília tem camping também. Na Ilha do Mel o que mais tem é camping e pousadinhas, já que o estilo é bem rústico e não tem trânsito de carros (não tem carro nenhum).









 


No barco ficamos sabendo de um camping com vagas. Fomos direto para lá porque tava tudo lotado, o restante.

Ficamos acampados no Camping do Vaguinho. Era a área da casa do Vaguinho e a família dele. O pai dele que tinha indicado, no barco. Fechamos um ótimo preço: 10 reais por pessoa, perto da varanda deles e a gente podia usar o banheiro dentro da casa onde eles moravam, bem limpinho.


A gente usava até o varal deles..


O Vaguinho até assou 2 Parus (peixes da região) para a gente, enrolados na folha de bananeira e tudo. Estava excelente.




Vaguinho preparando os Parus.







Na Ilha do Mel fizemos todos os passeios possíveis por lá (que não são muitos). Fomos para a gruta, farol, Brasília (à pé, pelas pedras), passeio de barco para ver os botos (parecido com golfinho), as ilhas afastadas, etc.











 

 

 


Choveu bastante nestes dias, mas deu pra aproveitar bem. Pousamos 7 noites no camping. Saímos todas as noites no bar da Pousada Paraíso (acho que era isso, não me lembro direito), estava tocando uma banda de MPB muito boa, um pessoa de Curitiba. Tomamos todas as noites a Melancia Atômica (melancia misturada com vodca, leite condensado). Experimentamos o Côco Loco e o Abacaxi Explosivo também, eheh..




Na Ilha do Mel o bom é que dá para ir pra todos os lugares caminhando. Dá para ver o que tá acontecendo nos outros bares, ver quem está tocando, estas coisas.. A gente foi até parar em uma casa-bar da Bruxa, bem "sinistra", com música ao vivo e gente esquisita. Tomamos uma caipirinha super forte lá, que era vodca pura..

Destaque também para a tradicional pousada Bob Pai e Bob Filho, onde a gente conectava todos os dias na internet para checar os emails (2 reais, 15 minutos). Eles têm uma decoração do tipo museu na entrada da pousada, com máquinas fotográficas antigas e várias outras coisas. A pousada é super decente, o pessoal é gente finíssima e eles têm comida e bebida boa (e uns cachorrinhos lindos que seguem o dono para onde ele vai).

Para as comprinhas diárias, a Ilha do Mel tem umas padarias do tipo loja de conveniência com tudo o que você precisa. Preparamos até uma batida de coco com leite condensado e vodca. Até os donos do camping tomaram..

A gente sempre comia nos restaurantes por quilo ou os pratos feitos (opções de carne, frango ou peixe). Simples, bom e barato.










Eu sempre adoro ir para a Ilha do Mel. É um dos lugares que eu mais me sinto à vontade. Minha irmã quer que a gente vá para a Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Disse que é um esquema parecido com a Ilha do Mel. Prometemos que iremos na próxima ida ao Brasil.

Bom, no dia 9 de janeiro a gente pegou o barco de volta para o Pontal e o ônibus para Curitiba (para voltarmos para São José do Rio Preto, na casa dos meus pais). Em Curitiba passamos o dia todo (que merece um post extra, amanhã). A viagem pelo Brasil foi bem longa sim, fomos pra vários lugares.. Mas também, quase 4 anos sem visitar o Brasil dá nisso..

sábado, 24 de outubro de 2009

Turismo em Foz do Iguaçu



De Joinville pegamos um ônibus para Foz do Iguaçu. Levou umas 12 horas para chegar. Até que foi tranquilo, já que viajamos durante a noite.

Já havíamos feito contato com o camping em Foz, pegamos ônibus circular e acabamos chegando no Camping Internacional. 15 reais por dia, o melhor preço até agora.




A nossa barraquinha aventureira.



Turista alemão, trouxe o carro da Alemanha para conhecer a América do Sul.
Esteve no mesmo camping que a gente, em Porto Belo, em dias diferentes.



As porções do camping eram ótimas. Eles tinha um x-tudo muito bom também.

A dona do camping era alemã. Ela falava metade em alemão com o Franky e metade em português comigo. Então as 2 conversas eram bem distintas, já que ela não repetia a conversa na outra língua.

O camping era bem organizado, grande e limpo. Tinha um quiosque-bar que vendia uns lanches, porções, cervejas, etc. E uma piscina bem cuidada. Esta área era aberta ao público aos finais de semana onde eles cobravam uma entrada simbólica.

O camping era um pouco afastado de tudo, mas tinha linha circular por perto, não foi problema algum. De lá fomos para todos os lugares. Tinha um pesque-pague do lado onde a gente comia todos os dias. Porções maravilhosas de peixes frescos, pimentinha caseira e tudo mais.

Visitamos o famoso parque estadual brasileiro da Foz do Iguaçu, o lado argentino (maior e melhor) das cataratas, atravessamos para o Paraguai (continua horrível), Usina Itaipu, Parque das Aves (visita obrigatória, é lindo!) e Shopping Catarata.














Vários animais pelo parque.



Parques das Aves:












Os parques das cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o Argentino, são de primeiro mundo. Melhores ainda que os parques americanos. A Usina Itaipu está cada vez mais organizada, com passeios turísticos melhorados, guias bilíngues, ônibus novos para o transporte dos turistas. Era a segunda vez que eu visitava estes lugares, já tinha ido quando era pequena e reparei que mudou muito, para melhor.








Voltamos outro vez, à noite, para ver o show de luzes na Itaipu.



A Argentina é um lugar que ainda temos que explorar. Apesar dos argentinos não serem nem um pouco hospitaleiros comparados aos brasileiros, a gente vai um dia se aventurar por aqueles lados. Não sei se era só na parte da fronteira, mas o lado argentino me pareceu melhor que o brasileiro, mais bonito, não sei.

Enquanto que o Paraguai é uma tristeza. Chão de terra pra todo lado, crianças dormindo em caixas de papelões enquanto os pais vendem coisas para os turistas nas barracas. Gente mijando no meio da rua, continua a mesma coisa, não mudou nada da última vez que eu estive lá. Eles estavam finalizando um shopping novo, meio mal acabado, mas um investimento importante para a cidade. O chão limpo e branco estava todo pisoteado de terra vermelha dos sapatos dos turistas. Não sei como eles para manter limpo.. se chover então..


Pra não dizer que não tomamos nada no Paraguai.. (cervejas locais)
no Shopping que ainda não tinha sido inaugurado.

Descobrimos também um shopping menor perto do camping. Eles tinham pista de boliche, chopp barato no happy hour e pizza boa.

Foz do Iguaçu é uma cidade super agradável. Bem turística, mas do tipo que deixa as pessoas escolherem os lugares, com muita opção local, comida boa e bares excelentes. Imagino ser a cidade mais impressionante para turistas estrangeiros. Foi o melhor passeio no Brasil. Ficamos 8 dias, poderíamos ter ficado mais.


Choperia que a gente encontrou no caminho do Shopping Cataratas.
Eles fabricam a própria cerveja. Eu tomei uma misturada com vinho, especialidade da casa.

Já estávamos no dia 21 de dezembro e era hora de irmos para São José do Rio Preto (SP) encontrar com meus pais e viajar para São Paulo, para passar o Natal com o restante da família.

No último dia a dona do camping deu pra gente um vinho, que tomamos com o restante da pizza do dia anterior. Uma farofada e tanto, mas deliciosa! O camping é o máximo, recomendamos a todos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bombinhas de Cabo a Rabo



Porto Belo é ali do lado de Bombinhas, uns 15 minutos. Tem ônibus fácil, a rodoviária era do lado do camping, pois a cidade, como eu havia dito, é minúscula. Os ônibus tinha de meia em meia hora, os verdinhos, da linha Praiana (ônibus bons, do tipo turístico, eles guardam a sua bagagem na parte de baixo do ônibus).





Mapa da região de Bombinhas, em Santa Catarina.


A gente foi 3 vezes para Bombinhas. Conhecemos de tudo por lá. Bombinhas é do lado de Bombas, outra cidadezinha com várias pizzarias boas. Bombinhas tem as praias mais bonitas do sul, com certeza. Ganha de todas. A água é bem azul e a areia bem fininha, branca. O que ajuda também são os hotéis ao redor, todos muito bonitos, não tem prédios velhos, só hotéis do tipo resort (e caros, também).







Estes são os hotéis chiques na praia de Bombinhas..




Bombinhas, além das praias e visual perfeito tem ainda ótimos restaurantes na beira da praia. O que mais lembramos de toda a viagem, em termos gastronômicos, foi a Anchova com Batatas que comemos em Bombinhas. Restaurante excelente, o prato era enorme, o restaurante tinha uns barris de cachaça gratuita, cortesia da casa. O dono do restaurante trouxe uma cachaça local pra gente experimentar, feita com canela e mel, o que contribuiu para que Bombinhas ficasse ainda mais bonita, o que nos fez voltar mais uma vez para repetir a dose da anchova e da cachaça.



Anchova com Batatas..




Além de comer e beber, visitamos também as 4 Ilhas, o Morro do Macaco, Mariscal, Retiro dos Padres, Morro da Sepultura, Conceição e outras praias. Todas lindas, fomos tudo à pé, divididos em 3 dias, claro.









O Morro do Macaco é ótimo para sedentários. Te mostra o que é bom pra tosse. É uma subida enorme, um morro gigantesco mesmo, nunca acaba. Mas a vista é super compensadora. Você vê os barquinhos minúsculos lá de cima, como uma maquete minuciosa. Dá para ver as 2 praias distintas. Uma agitada, com ondas. A outra calma e parada. Ficamos um tempão lá em cima contemplando a paisagem e nos preparando psicologicamente para a descida (que foi mais rápida que a gente imaginava).







Um lado calmo, o outro agitado.


O Morro da Sepultura merece um destaque. É maravilhoso, tiramos várias fotos. E o sol ajudou muito, já que estava quase entardecendo, deixando as cores mais vivas, com contrastes e sombras.





Morro da Sepultura. Olha o Franky lá em cima..


Pretendemos visitar Bombinhas de novo. Tem que ser fora da temporada como fomos, senão fica inviável. As coisas lá na temporada são caras. E se ficar em hotel ainda, nem se fala. A gente teve sorte de ter pego a inundação antes da gente ir. De inundação não restava nada, só a ausência de turistas.


Passamos 5 dias em Porto Belo e estas praias por perto. Deveríamos ter ficado mais tempo. Mas a gente não sossega. Dali fomos parar em Joinville (próximo post). Já era dia 12 de dezembro de 2008.