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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

São José do Rio Preto



Após umas 10 horas de viagem de ônibus, de Curitiba a São José do Rio Preto chegamos, eu, o Franky e minha irmã.

Era dia 10 de janeiro, hora de arrumar a bagunça, lavar as roupas, limpar as barracas, sacudir a poeira..

Em Rio Preto não se tem muito o que fazer. Eu morei quase a vida toda lá, sei exatamente como é. A gente ficava pratecamente comendo e bebendo o tempo todo, nada para fazer, o Franky lendo deitado na rede. Inventamos de jogar um pocker improvisado, era mais pra descansar mesmo. Minha mãe teve até que preparar sagu e rabada, coisas que eu não comia fazia um tempão e o Franky não gostou muito..

Alternávamos metade do tempo na casa dos meus pais, metade na chácara deles ali perto, em Guapiaçu. Fizemos várias vezes churrasco com picanha gorda, muita caipirinha e cerveja. Visitamos alguns amigos, assistimos televisão, fui ao médico fazer alguns check-ups (nos EUA é bem mais caro).


Franky e as jacas da chácara


Tem vários beija-flores lá

Fomos comer sushi, pizza, esfiha do Kiberama no Shopping, etc. Visitamos o bosque municipal, uma das "7 maravilhas de Rio Preto", hehe..


Bosque Municipal de Rio Preto




E assim passamos o restante da nossa viagem no Brasil, ficamos 12 dias em Rio Preto. Até estávamos pensando em fazer uma última viagenzinha rápida, mas tava chovendo e a gente estava muito confortável na casa dos meus pais, sem precisar se preocupar com camping, no que a gente ia comer, etc.

No dia 21 de janeiro era hora de voltarmos para a nossa vidinha nos Estados Unidos, voltar para a rotina em Orlando. Pegamos o vôo da Tam, de São José do Rio Preto a São Paulo, Congonhas, transferência básica para Guarulhos e Orlando direto. Minha irmã voltou para São Paulo, para o doutorado dela..

Terminamos assim a  nossa viagem de 57 dias no Brasil, quase 2 meses! Florianópolis, Itapema, Bombinhas, Bombas, Porto Belo, Joinville, Foz do Iguaçu, Paraguai, Argentina, São Paulo, Campos do Jordão, Morretes, Antonina, Pontal do Paraná, Ilha do Mel, Curitiba, São José do Rio Preto e Guapiaçu. Foram 18 cidades e 3 países!

Não tivemos nenhum problema durante toda a viagem. O único que tivemos foi que a nossa câmera quebrou no final da viagem.. Era uma Nikon nova, com 4 meses de uso.. já compramos uma nova e vendemos a quebrada no eBay, eles compram de tudo (por isso que não tem muitas fotos de Rio Preto..). Ninguém ficou doente, o Franky não sofreu de insolação (estávamos preocupados..).

Fizemos quase todos os roteiros que tínhamos em mente. O Franky adorou o sul do Brasil, não achava que era tão civilizado. Os estrangeiros em geral, não sabem a diferença entre os países da América Latina, eles nivelam tudo por baixo, ele achava que era que nem o Paraguai.. Adorou a comida brasileira. Da próxima vez vai ser para o nordeste brasileiro, vamos ver se ele sobrevive ao acarajé, vatapá e tapioca..

Viajar no Brasil é muito fácil e barato. Nos EUA seria impossível fazer uma viagem destas. Primeiro porque não tem ônibus entre cidades pequenas, tem que ser tudo de carro. Os campings são em média uns 30 dólares, quase o preço de hotel barato (eles cobram o mesmo preço para barraquinhas pequenas e traillers completos, daqueles gigantescos, não acho nada justo, mas também, ninguém acampa de barraca nos EUA). Acaba compensando pegar os pacotes de 3 ou 4 dias com hotel, passagem aérea e aluguel de carro, bem turístico, que não é a mesma coisa. O que a gente gosta mesmo é ficar mais tempo, se misturar entre o povão e passar apuros.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Campos do Jordão



Campos do Jordão é uma cidade que eu sempre visitei. Sempre que íamos para São Paulo, eu, minha irmã e meus pais sempre passávamos alguns dias por lá. Minha mãe e os irmãos dela nasceram lá, meu tio Tadao (agora aposentado) mora na mesma casa em que nasceram, após um longo período de trabalho em São Paulo.

A casa é bem simples, já foi reformada algumas vezes, tem uma lareira e um fogão à lenha. É bem casa do campo, do estilo nativo, não turístico. Meu tio tem 3 cães. 2 akitas (daqueles que parecem lobos) e 1 vira-lata. Os 2 akitas são briguentos desde pequenos (têm alergia até hoje um do outro se ficarem perto), o vira-lata Fiel (antes se chamava Filé) é o pacificador entre eles. O engraçado é que meu tio disse que um dia (super frio, por sinal), um dos akitas caiu no lago e o outro (o irmão briguento) veio para salvá-lo, ajudando a tirá-lo da água. Vai entender estes animais..


Casa do Tio Tadao



Cachorro Fiel

Passamos 4 dias na casa do Tio Tadao, eu, o Franky, minha irmã e meus pais. Bem "família reunida", ehehe.. Estava chovendo bastante estes dias, mas foi até bom para podermos descansar. Estávamos no Brasil fazia quase 1 mês, viajando direto, foi ótimo.


A noite a gente fazia a "Festa do Pijama", tomando vinho na frente da lareira e assaltando a geladeira.








Visitamos a cervejaria Baden Baden, fizemos um tour oferecido por eles, gratuitamente. Após a apresentação e explicação de como funcionava a cervejaria e o processo de fermentação, os tipos e tudo mais, veio a parte mais interessante do passeio: a degustação. A gente tomou um monte, já que meu tio estava dirigindo e não quis beber, minha irmã não toma mais que 2 goles e ainda conseguimos uns vale-cervejas a mais.. Era pra ser 2 copos para cada, mas tomamos várias cada.








Prost significa "Saúde", em alemão.

Conhecemos também o Amantikir, um parque aberto para visitação com amostras geniais de paisagismo e jardinagens, artes manuais e belezas naturais. Eles oferecem workshops e cursos de arte, também. É muito bonito, bem interessante.






Não é a foto que está ruim, em Campos tem bastante neblina..



Estivemos também em um parque chamado Lenz Gourmet. Muito bonito, com vistas maravilhosas, restaurante, café, trilhas, cachoeiras e outras atrações.




Eles preparam o café nesta engenhoca, parece tubos de laboratório. O máximo.



Campos do Jordão deve ser a cidade turística mais cara do Brasil e umas das mais frias também, o inverno é super rigoroso. O Franky disse que é bem parecida com as cidades pequenas da Alemanha.

domingo, 25 de outubro de 2009

Natal em São Paulo



De Foz do Iguaçu fomos para São José do Rio Preto, umas 12 horas de ônibus, viagem à noite, dormimos quase todo tempo.

Ficamos em Rio Preto na casa dos meus pais, só de passagem (mais pra frente vamos voltar para Rio Preto, quase no final da viagem, a gente comenta sobre a cidade depois).

No dia 24 de dezembro fomos para São Paulo, menos de 5 horas de viagem. Passamos na casa da minha irmã Fabiana, no Crusp (moradia da USP, ela faz doutorado em Biologia) para buscá-la. Fomos todos almoçar no Bairro da Liberdade, em um buffet oriental. O Franky adorou os camelôs vendendo CDs piratas nas ruas e a versatilidade deles diante da fiscalização policial.



O bairro da Liberdade me parece cada vez mais decadente. Não sei se é porque não é mais novidade ver coisas importadas à venda ou se o tema oriental está meio batido e comum. Até mesmo o buffet é bem parecido com os que a gente encontra por aqui, nas esquinas de Orlando (Flórida).

O que a gente gostou mesmo foi de um tal sorvete de melão que tava todo mundo tomando. Eles têm de outros sabores também, mas curiosamente a gente só via o verdinho na mão do pessoal. Não sei se só tinha na Liberdade para vender, mas não vi em nenhum outro lugar no Brasil.



O Natal com a família foi na casa da Tia Aya. Muito sushi e camarão (dos grandes). Meu primo Roberto tinha vindo passar o Natal também com a família no Brasil, ele e a mulher estavam morando em Boston na época.







Após as comilanças de Natal, fomos para o hotel que reservamos com antecedência pela internet. A única parte do roteiro que a gente tinha certeza era este dia 24, onde estaríamos em São Paulo. E por conveniência (São Paulo é uma cidade complicada) preferimos ficar em um hotel ali perto.

O Hotel Pan Americano, na Rua Augusta, Consolação, era o hotel mais barato que encontramos na categoria 3 estrelas. Porque menos que isso é perda de tempo e de estômago, hehe.. Alugamos 2 quartos. O mais barato custou cento e pouco reais para 2 pessoas. No outro quarto ficaram meus pais e minha irmã. Que saudades do camping por 15 reais a diária..

O hotel era bem ruinzinho na minha opinião. A fachada e entrada era bem decente, parecia até hotel chique. Mas nos quartos, parecia que não haviam mudado nada nos últimos 20 anos! Mas era só por 1 noite, não ia matar. Foi uma pena não termos tirado fotos da banheira. Era quase necessário subir em uma cadeira para entrar de tão alta..




O Franky ficou impressionado com a antiguidade deste painel na cama..


Vista da janela do hotel. Bem São Paulo mesmo..

São Paulo é uma das cidades mais famosas do mundo. Tem as melhores e piores coisas que existem. Esta época, entre Natal e Ano Novo, a cidade fica bem mais tranquila, o trânsito fica "transitável". Eu sempre estive em São Paulo, quase todos os anos, em passagens rápidas, de 1 ou 2 dias. Ano que vem estamos planejando passar uma temporada na capital, quero aproveitar a verdadeira cena cultural brasileira e toda a programção do Sesc.

No dia seguinte a gente ia sair bem cedo para Campos do Jordão.