>>>>>>>>> Este blog mudou de endereço para blogviagens.com
Mostrando postagens com marcador Paraná. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paraná. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As borboletas do Paraná




Enquanto nada de interessante acontece por aqui (tirando o fato de que "o verão voltou" em Orlando, felizmente), vou aproveitar para postar sobre as borboletas que a gente fotografou na Ilha do Mel e Foz do Iguaçu no final do ano passado / início deste ano. Aqui não tem borboletas assim não. Aliás, não me lembro de ter visto nenhuma borboleta.. (mas tem, o Franky disse..)







 
Estas são de uma ilhazinha perto da Ilha do Mel. Super coloridas!

 
Em Foz do Iguaçu tinha várias dessas. Elas fizeram companhia nas cataratas!

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ilha do Mel / PR



De Morretes, nós (eu, minha irmã e o Franky) pegamos o ônibus para o Pontal de Paranaguá onde se atravessa para a Ilha do Mel, de barco.

Eu já perdi as contas de quantas vezes eu já fui para a Ilha do Mel. Desta vez, a gente foi na época mais cheia do ano, era dia 2 de janeiro (deste ano, 2009). Quando chegamos lá a placa dizia que estava toda lotada a Ilha e que não tinha mais lugares vagos.


Mesmo com "lotação máxima" ainda é possível atravessar para a Ilha. É só ter paciência. Funciona mais ou menos assim: quando um barco volta da Ilha, cheio de turista, entra um outro. A gente teve que ficar na fila de espera, preencher um formulário, etc. Mas deu certo, nem tivemos que esperar tanto assim..

Em Pontal do Paranaguá, antes de atravessar para a ilha, você tem que decidir se quer ir para Encantadas ou Brasília. Eu particularmente prefiro Encantadas. É mais simples, mais barato e mais interessante. Brasília tem maior infra-estrutura, pousadas mais caras e restaurantes mais sofisticados. Para quem vai acampar, Encantadas é o ideal. Apesar de que Brasília tem camping também. Na Ilha do Mel o que mais tem é camping e pousadinhas, já que o estilo é bem rústico e não tem trânsito de carros (não tem carro nenhum).









 


No barco ficamos sabendo de um camping com vagas. Fomos direto para lá porque tava tudo lotado, o restante.

Ficamos acampados no Camping do Vaguinho. Era a área da casa do Vaguinho e a família dele. O pai dele que tinha indicado, no barco. Fechamos um ótimo preço: 10 reais por pessoa, perto da varanda deles e a gente podia usar o banheiro dentro da casa onde eles moravam, bem limpinho.


A gente usava até o varal deles..


O Vaguinho até assou 2 Parus (peixes da região) para a gente, enrolados na folha de bananeira e tudo. Estava excelente.




Vaguinho preparando os Parus.







Na Ilha do Mel fizemos todos os passeios possíveis por lá (que não são muitos). Fomos para a gruta, farol, Brasília (à pé, pelas pedras), passeio de barco para ver os botos (parecido com golfinho), as ilhas afastadas, etc.











 

 

 


Choveu bastante nestes dias, mas deu pra aproveitar bem. Pousamos 7 noites no camping. Saímos todas as noites no bar da Pousada Paraíso (acho que era isso, não me lembro direito), estava tocando uma banda de MPB muito boa, um pessoa de Curitiba. Tomamos todas as noites a Melancia Atômica (melancia misturada com vodca, leite condensado). Experimentamos o Côco Loco e o Abacaxi Explosivo também, eheh..




Na Ilha do Mel o bom é que dá para ir pra todos os lugares caminhando. Dá para ver o que tá acontecendo nos outros bares, ver quem está tocando, estas coisas.. A gente foi até parar em uma casa-bar da Bruxa, bem "sinistra", com música ao vivo e gente esquisita. Tomamos uma caipirinha super forte lá, que era vodca pura..

Destaque também para a tradicional pousada Bob Pai e Bob Filho, onde a gente conectava todos os dias na internet para checar os emails (2 reais, 15 minutos). Eles têm uma decoração do tipo museu na entrada da pousada, com máquinas fotográficas antigas e várias outras coisas. A pousada é super decente, o pessoal é gente finíssima e eles têm comida e bebida boa (e uns cachorrinhos lindos que seguem o dono para onde ele vai).

Para as comprinhas diárias, a Ilha do Mel tem umas padarias do tipo loja de conveniência com tudo o que você precisa. Preparamos até uma batida de coco com leite condensado e vodca. Até os donos do camping tomaram..

A gente sempre comia nos restaurantes por quilo ou os pratos feitos (opções de carne, frango ou peixe). Simples, bom e barato.










Eu sempre adoro ir para a Ilha do Mel. É um dos lugares que eu mais me sinto à vontade. Minha irmã quer que a gente vá para a Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Disse que é um esquema parecido com a Ilha do Mel. Prometemos que iremos na próxima ida ao Brasil.

Bom, no dia 9 de janeiro a gente pegou o barco de volta para o Pontal e o ônibus para Curitiba (para voltarmos para São José do Rio Preto, na casa dos meus pais). Em Curitiba passamos o dia todo (que merece um post extra, amanhã). A viagem pelo Brasil foi bem longa sim, fomos pra vários lugares.. Mas também, quase 4 anos sem visitar o Brasil dá nisso..

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Morretes e Antonina



De Campos do Jordão fomos para Morretes, no Paraná com meus pais e minha irmã, de carro. 


O plano era encontrarmos um lugar chamado "Cabanas Curupira", que eu tinha visto na internet, uma espécie de pousada rústica, com cabanas. Quando chegamos lá estava tudo cheio. "Tudo" era umas 5 cabanas. E só. E vários pernilongos.. (alguns planos de viagens não funcionam exatamente como gostaríamos..)


Atravessamos toda a Estrada da Graciosa e fomos procurar lugares para ficar na cidade de Morretes. Estávamos no dia 28 de dezembro, época mais cheia do ano. As pousadas eram bem caras, do tipo 400 reais por dia, uma nota preta.


De tanto procurarmos, acabamos encontrando a melhor solução, perfeita para a nossa situação! Um camping, um pouco escondido, bem organizado, daqueles que somente o pessoal local sabe da existência porque não tem placa nenhuma.





A nossa barraca.



A barraca da minha irmã. A gente tinha até teto protetor, que chique!


O camping era do tipo familiar, a dona morava lá mesmo. Uma área enorme, bem cuidada e arborizada do lado do rio principal da cidade. O melhor de tudo é que eles tinham quartos para alugar e camping. Meus pais ficaram no quarto e a gente acampou. E muitíssimo barato! Acho que ficou em 10 reais por barraca e 20 reais o quarto por dia. Pagamos um pouco mais porque a gente queria o café da manhã oferecido por eles.


Entramos no rio que passava pela área do camping. A correnteza era bem forte, perdi 1 chinelo Havaianas que eu tinha acabado de comprar em Florianópolis (minha mãe me deu outro depois). Até o meu pai entrou na água (mas não perdeu o chinelo).


Morretes é bem interessante, mas tem tanto pernilongo.. E é daqueles que "arrancam pedaço", doloridos e que deixam marcas por um bom tempo. A gente vivia banhado de repelente. Mas mesmo assim foi muito boa a viagem.


Comemos quase todos os dias (e noites) o famoso e tradicional Barreado. Comida típica do litoral paranaense. Carne cozida em panela de barro por 24 horas, acompanhado de farinha de mandioca, banana e arroz. Uma delícia. Experimentamos a versão com frutos do mar também, mas a tradicional é melhor.





A idéia era passarmos alguns dias na Ilha do Mel. Fomos passear por lá e ver se a gente encontrava algum lugar para ficar, mas estava tudo lotado, isso era dia 29 de dezembro. Acabamos voltando para Morretes mesmo, estava mais esquematizado. (Ilha do Mel a gente foi depois, sem meus pais, no próximo post).







Fomos fazer o maravilhoso passeio do trem, saindo de Morretes e terminando em Curitiba.  É um passeio inesquecível. Eu já tinha o feito fazia muito tempo atrás. O restante do pessoal não conhecia, adoraram. A vista é impressionante, muito bonita mesmo. Voltamos de ônibus para Morretes, após uma passada pelo Shopping Estação.













No dia 31 de dezembro a gente foi passear de dia em Antonina, a cidade das balas de banana. O centro da minúscula cidade é bem do tipo histórico, com pracinha, algumas barracas vendendo doces naturais e restaurantes com comidas típicas. Compramos bala de gengibre, pacotes e mais pacotes da bala de Antonina (a gente foi lá na própria fábrica comprar), salames, etc.











À noite fizemos um churrasco improvisado no camping mesmo. Bem tranquilo, sem muita bagunca, apesar do camping estar lotado naquela noite. Estava bem quente e tinha vários mosquitos. Inventamos de trazer o ventilador da pousada que deu um jeito nos insetos.


No dia seguinte fomos nos aventurar no bóiacross, atração turística de Morretes. Eu, o Franky e a minha irmã Fabiana. Foram 3 horas e meia de descida pelo mesmo rio que passava pelo camping. Fantástico, adoramos. A bóia ficava girando às vezes, eu fiquei com um pouco de tontura, mas iria novamente, com certeza. É até meio perigoso, o rio não estava tão cheio, é muito fácil bater as costas nas pedras ou coisa do tipo. No EUA isso não seria permitido (tem bóiacross também, mas bem mais sem graça, sem perigo algum. Eles colocam até escadinha para entrar dentro do rio).





No dia 2 de janeiro meus pais voltaram para São José do Rio Preto, levando vários doces e picadas de pernilongos (era borrachudo, na verdade). Eu, minha irmã e o Franky fomos bater pernas na Ilha do Mel.


Obs: às vezes é bem difícil se lembrar de detalhes da viagem do ano passado. Por isso mesmo é que estou escrevendo agora, porque logo não me lembrarei de quase nada. Ainda bem que eu ainda tenho a minha agendinha de viagens 2008 para me guiar..

sábado, 24 de outubro de 2009

Turismo em Foz do Iguaçu



De Joinville pegamos um ônibus para Foz do Iguaçu. Levou umas 12 horas para chegar. Até que foi tranquilo, já que viajamos durante a noite.

Já havíamos feito contato com o camping em Foz, pegamos ônibus circular e acabamos chegando no Camping Internacional. 15 reais por dia, o melhor preço até agora.




A nossa barraquinha aventureira.



Turista alemão, trouxe o carro da Alemanha para conhecer a América do Sul.
Esteve no mesmo camping que a gente, em Porto Belo, em dias diferentes.



As porções do camping eram ótimas. Eles tinha um x-tudo muito bom também.

A dona do camping era alemã. Ela falava metade em alemão com o Franky e metade em português comigo. Então as 2 conversas eram bem distintas, já que ela não repetia a conversa na outra língua.

O camping era bem organizado, grande e limpo. Tinha um quiosque-bar que vendia uns lanches, porções, cervejas, etc. E uma piscina bem cuidada. Esta área era aberta ao público aos finais de semana onde eles cobravam uma entrada simbólica.

O camping era um pouco afastado de tudo, mas tinha linha circular por perto, não foi problema algum. De lá fomos para todos os lugares. Tinha um pesque-pague do lado onde a gente comia todos os dias. Porções maravilhosas de peixes frescos, pimentinha caseira e tudo mais.

Visitamos o famoso parque estadual brasileiro da Foz do Iguaçu, o lado argentino (maior e melhor) das cataratas, atravessamos para o Paraguai (continua horrível), Usina Itaipu, Parque das Aves (visita obrigatória, é lindo!) e Shopping Catarata.














Vários animais pelo parque.



Parques das Aves:












Os parques das cataratas, tanto o lado brasileiro quanto o Argentino, são de primeiro mundo. Melhores ainda que os parques americanos. A Usina Itaipu está cada vez mais organizada, com passeios turísticos melhorados, guias bilíngues, ônibus novos para o transporte dos turistas. Era a segunda vez que eu visitava estes lugares, já tinha ido quando era pequena e reparei que mudou muito, para melhor.








Voltamos outro vez, à noite, para ver o show de luzes na Itaipu.



A Argentina é um lugar que ainda temos que explorar. Apesar dos argentinos não serem nem um pouco hospitaleiros comparados aos brasileiros, a gente vai um dia se aventurar por aqueles lados. Não sei se era só na parte da fronteira, mas o lado argentino me pareceu melhor que o brasileiro, mais bonito, não sei.

Enquanto que o Paraguai é uma tristeza. Chão de terra pra todo lado, crianças dormindo em caixas de papelões enquanto os pais vendem coisas para os turistas nas barracas. Gente mijando no meio da rua, continua a mesma coisa, não mudou nada da última vez que eu estive lá. Eles estavam finalizando um shopping novo, meio mal acabado, mas um investimento importante para a cidade. O chão limpo e branco estava todo pisoteado de terra vermelha dos sapatos dos turistas. Não sei como eles para manter limpo.. se chover então..


Pra não dizer que não tomamos nada no Paraguai.. (cervejas locais)
no Shopping que ainda não tinha sido inaugurado.

Descobrimos também um shopping menor perto do camping. Eles tinham pista de boliche, chopp barato no happy hour e pizza boa.

Foz do Iguaçu é uma cidade super agradável. Bem turística, mas do tipo que deixa as pessoas escolherem os lugares, com muita opção local, comida boa e bares excelentes. Imagino ser a cidade mais impressionante para turistas estrangeiros. Foi o melhor passeio no Brasil. Ficamos 8 dias, poderíamos ter ficado mais.


Choperia que a gente encontrou no caminho do Shopping Cataratas.
Eles fabricam a própria cerveja. Eu tomei uma misturada com vinho, especialidade da casa.

Já estávamos no dia 21 de dezembro e era hora de irmos para São José do Rio Preto (SP) encontrar com meus pais e viajar para São Paulo, para passar o Natal com o restante da família.

No último dia a dona do camping deu pra gente um vinho, que tomamos com o restante da pizza do dia anterior. Uma farofada e tanto, mas deliciosa! O camping é o máximo, recomendamos a todos.