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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Passada em Curitiba


(terminal rodoviário de Curitiba)

Chegamos na rodoviária em Curitiba ainda de manhã (vindo do Pontal do Paranaguá, Ilha do Mel). Compramos logo a passagem para São José do Rio Preto para a noite e ficamos o dia todo passeando na cidade (colocamos as nossas coisas em um guarda-volumes na rodoviária).

A idéia era pegarmos uma das jardineiras turísticas (é assim que eles chamam) o ônibus turístico que passa pelos principais pontos de Curitiba em um tour de mais ou menos 2 horas e meia. Eles têm as passagens que são válidas para o dia todo, você pode subir e descer quantas vezes quiser do ônibus e visitar os lugares onde eles tem as paradas.





O problema é que estávamos com o tempo super curto, somente 1 dia, então tivemos que escolher meio que de improviso as paradas. Talvez precisássemos de 1 semana pelo menos para conhecermos tudo. Só o museu precisaria de 1 dia inteiro..


mapa com as paradas do ônibus turístico

Acabamos conhecendo o Bosque Alemão (onde almoçamos por perto, em um buffet maravilhoso). Conhecemos o Parque Tanguá e um outro que não me lembro o nome agora.







Fui diversas vezes para Curitiba, mas nunca tinha feito este passeio do ônibus. Da próxima vez planejaremos com mais tempo. Aliás, eu sempre quis morar uma temporada em Curitiba, nunca acabou dando certo. Sempre que eu estive pela capital do Paraná foi meio de passagem, nunca deu pra conhecer tudo..

Curitiba é uma cidade meio complicada em termos de hospedagem. Os hotéis são, na maioria, caros e antigos. Os hotéis mais em conta são meio feios e talvez não compense muito (além de não serem tão baratos assim).. Por isso penso em morar um tempo lá. Alugar apartamento e tudo mais, como fiz em Porto Alegre por 2 anos.



Era dia 9 de janeiro de 2008, uma sexta-feira. Um dia ensolarado, um pouco quente demais para ser Curitiba. A Rua 24 Horas estava fechada, não descobri o motivo, ouvi falar que estava em reformas..

Paramos para tomar um chopp no Largo da Ordem em um restaurante-bar do estilo alemão. Foi engraçado quando o Franky foi ao banheiro, ensaiando a frase para falar para o garçom: "Onde fica o banheiro?" e o garçom respondeu em alemão que ficava logo ali. O garçom percebeu o sotaque alemão na frase-tentativa em português. O Franky voltou frustrado do banheiro.

Para completar o dia passeamos mais uma vez no Shopping Estação (onde fomos com meus pais antes, na viagem de Morretes).



Pegamos o ônibus na rodoviária e finalmente fomos para São José do Rio Preto descansar da longa jornada.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Morretes e Antonina



De Campos do Jordão fomos para Morretes, no Paraná com meus pais e minha irmã, de carro. 


O plano era encontrarmos um lugar chamado "Cabanas Curupira", que eu tinha visto na internet, uma espécie de pousada rústica, com cabanas. Quando chegamos lá estava tudo cheio. "Tudo" era umas 5 cabanas. E só. E vários pernilongos.. (alguns planos de viagens não funcionam exatamente como gostaríamos..)


Atravessamos toda a Estrada da Graciosa e fomos procurar lugares para ficar na cidade de Morretes. Estávamos no dia 28 de dezembro, época mais cheia do ano. As pousadas eram bem caras, do tipo 400 reais por dia, uma nota preta.


De tanto procurarmos, acabamos encontrando a melhor solução, perfeita para a nossa situação! Um camping, um pouco escondido, bem organizado, daqueles que somente o pessoal local sabe da existência porque não tem placa nenhuma.





A nossa barraca.



A barraca da minha irmã. A gente tinha até teto protetor, que chique!


O camping era do tipo familiar, a dona morava lá mesmo. Uma área enorme, bem cuidada e arborizada do lado do rio principal da cidade. O melhor de tudo é que eles tinham quartos para alugar e camping. Meus pais ficaram no quarto e a gente acampou. E muitíssimo barato! Acho que ficou em 10 reais por barraca e 20 reais o quarto por dia. Pagamos um pouco mais porque a gente queria o café da manhã oferecido por eles.


Entramos no rio que passava pela área do camping. A correnteza era bem forte, perdi 1 chinelo Havaianas que eu tinha acabado de comprar em Florianópolis (minha mãe me deu outro depois). Até o meu pai entrou na água (mas não perdeu o chinelo).


Morretes é bem interessante, mas tem tanto pernilongo.. E é daqueles que "arrancam pedaço", doloridos e que deixam marcas por um bom tempo. A gente vivia banhado de repelente. Mas mesmo assim foi muito boa a viagem.


Comemos quase todos os dias (e noites) o famoso e tradicional Barreado. Comida típica do litoral paranaense. Carne cozida em panela de barro por 24 horas, acompanhado de farinha de mandioca, banana e arroz. Uma delícia. Experimentamos a versão com frutos do mar também, mas a tradicional é melhor.





A idéia era passarmos alguns dias na Ilha do Mel. Fomos passear por lá e ver se a gente encontrava algum lugar para ficar, mas estava tudo lotado, isso era dia 29 de dezembro. Acabamos voltando para Morretes mesmo, estava mais esquematizado. (Ilha do Mel a gente foi depois, sem meus pais, no próximo post).







Fomos fazer o maravilhoso passeio do trem, saindo de Morretes e terminando em Curitiba.  É um passeio inesquecível. Eu já tinha o feito fazia muito tempo atrás. O restante do pessoal não conhecia, adoraram. A vista é impressionante, muito bonita mesmo. Voltamos de ônibus para Morretes, após uma passada pelo Shopping Estação.













No dia 31 de dezembro a gente foi passear de dia em Antonina, a cidade das balas de banana. O centro da minúscula cidade é bem do tipo histórico, com pracinha, algumas barracas vendendo doces naturais e restaurantes com comidas típicas. Compramos bala de gengibre, pacotes e mais pacotes da bala de Antonina (a gente foi lá na própria fábrica comprar), salames, etc.











À noite fizemos um churrasco improvisado no camping mesmo. Bem tranquilo, sem muita bagunca, apesar do camping estar lotado naquela noite. Estava bem quente e tinha vários mosquitos. Inventamos de trazer o ventilador da pousada que deu um jeito nos insetos.


No dia seguinte fomos nos aventurar no bóiacross, atração turística de Morretes. Eu, o Franky e a minha irmã Fabiana. Foram 3 horas e meia de descida pelo mesmo rio que passava pelo camping. Fantástico, adoramos. A bóia ficava girando às vezes, eu fiquei com um pouco de tontura, mas iria novamente, com certeza. É até meio perigoso, o rio não estava tão cheio, é muito fácil bater as costas nas pedras ou coisa do tipo. No EUA isso não seria permitido (tem bóiacross também, mas bem mais sem graça, sem perigo algum. Eles colocam até escadinha para entrar dentro do rio).





No dia 2 de janeiro meus pais voltaram para São José do Rio Preto, levando vários doces e picadas de pernilongos (era borrachudo, na verdade). Eu, minha irmã e o Franky fomos bater pernas na Ilha do Mel.


Obs: às vezes é bem difícil se lembrar de detalhes da viagem do ano passado. Por isso mesmo é que estou escrevendo agora, porque logo não me lembrarei de quase nada. Ainda bem que eu ainda tenho a minha agendinha de viagens 2008 para me guiar..

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Orlando e Curitiba

Orlando é considerada a cidade-irmã de Curitiba. Eles comparam o estilo da cidade, urbanização, tamanho, etc. Na parte de arborização eu concordo plenamente. Curitiba é verde. Orlando é um imenso jardim. Ambas têm atrações turísticas que não acabam mais. Curitiba tem até aqueles ônibus do tipo europeu, com 2 andares e paradas em todos os lugares interessantes da cidade como museus, jardins e parques. Orlando, como todos sabem, tem os famosos parques que dispensam comentários.




Mas o turismo de Curitiba é cultural. Orlando é 100% comercial. Curitiba transborda cultura para todos os lados. E tem o charme de estar a 1 hora da Ilha do Mel.

Orlando é um pouco "O Show de Truman" para quem vive aqui. Tudo bonitinho, organizado, mas tem sempre a impressão de que tem alguma coisa errada. E quando vai tentar descobrir você vê estradas artificiais que vão para lugar nenhum e céu de papelão.

A cultura aqui em Orlando é super pobre. O pessoal, na maioria, trabalham, logicamente, com coisas relacionadas a turismo. Hotéis, restaurantes, lojinhas, bares, etc. O teatro aqui é somente o Cirque du Soleil. Tirando isso não sobra nada. As peças daqui são estranhas. O público é 90% formado de idosos. E não tem nada, mas nada mesmo, de graça. Tudo é pago e bem pago. Não é que nem no Brasil que a gente tem teatro nas ruas, oportunidades para a classe mais baixa..

Em Orlando você tem que ter carro. Não existem calçadas para as pessoas andarem. Em muitos lugares, se você estiver à pé, terá que andar no meio do mato.. Se você estiver andando por aí sem o seu cachorro, é perigoso a polícia te parar e perguntar se tem alguma coisa errada.

Orlando é, definitivamente, a irmã burrinha de Curitiba.